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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Greve em Rondônia atinge 60% de agências já no primeiro dia

Iniciada na manhã de29/9, a exemplo do que aconteceu, simultaneamente, em todo o território nacional, a greve dos bancários em Rondônia teve uma adesão de peso já no seu primeiro dia. O índice chegou aos 60% e só não foi maior porque, assim como já era esperado pelo comando regional da greve, muitos trabalhadores foram coagidos pelos patrões a não entraram no movimento paredista ou então se viram impossibilitados de participar por conta de estado probatório.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MANÍACO DO BAIXO MADEIRA É CONDENADO HÁ MAIS DE 78 ANOS DE PRISÃO



Foi condenado na noite de 23 de agosto o réu Jesse Passos Moreno, acusado de matar e jogar no rio madeira duas crianças depois de estuprar uma delas, e ainda manter sob terror e medo uma terceira, que também foi abusada sexualmente.

O crime aconteceu em março, na região do Baixo Madeira, zona rural, do município de Porto Velho quando o acusado seqüestrou três irmãos e os levou com seu comparsa para o mato, matando, torturando, e estuprando duas irmãs menores de 14 e 16 anos.

No local resolveu matar os irmãos menores de 10 e 16 anos, deixando com vida e prisioneira para novas sessões de tortura uma das irmãs de catorze anos. Esta conseguiu fugir, e denunciar o criminoso.

Jessé que tinha participado, inclusive, na ajuda em buscas pelas crianças desaparecidas, foi preso dia depois tinha cometido outros crimes no acre. Tinha quatro condenações por estupro.

No julgamento o réu negou ter matado os menores. - e em sua versão apresentou que tinha entregado os menores a um peruano, que supostamente, tinha sumido com as crianças, e que estas estariam vivas no Peru.

O júri popular, composto de sete pessoas, não deu crédito a versão do maníaco, e votou pela culpabilidade do assassino e estuprador.

Fonte: ROCCO EDUARDO/RO TOTAL


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domingo, 8 de agosto de 2010

Barco que realiza rota Porto Velho/Manaus encalha no rio Madeira

O barco Dois Irmãos, maior barco já construído de madeira na região amazônica e que faz o percurso Manaus/Porto Velho, saiu do porto do cai’nagua na quarta-feira 04/08, por volta das 17h30 com destino a Manaus.

Às 06:30 do dia 05/08, chegou ao porto de Humaitá. Após realizar o embarque e desembarque de cargas e passageiros, seguiu viagem. Ao chegar a uma localidade chamada Três Casas, (fica abaixo de Humaitá e antes de Auxiliadora do Uropiara), o barco encalhou por volta das 11h00 da manhã. Foram momentos de grande tensão por partes dos passageiros, que imediatamente se atracaram nos coletes salva-vidas.

No barco estavam aproximadamente 150 passageiros, (contando as crianças e idosos). O barco está bastante baixo devido a várias toneladas de açúcar, legumes e outras cargas que transportava.

Na sexta-feira 06/08, já se passavam mais de 24h00, o barco continuava encalhado e por duas vezes, ameaçou virar, pois está muito raso na praia onde ele está.

Até o momento da publicação dessa matéria a equipe de jornalismo do Rondoniaovivo.com ainda não teve informações se o barco desencalhou do local.

 Fonte: RONDONIAOVIVO


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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Carreta bate em caminhão de frango e pega fogo na BR 364

Duas carretas colidiram e acabaram explodindo na BR 364, próximo ao Município de Candeias do Jamari, a 20 quilômetros de Porto Velho. O choque aconteceu no mesmo sentido, e na mesma via. Segundo, o motorista da carreta bi-trem, carregada de combustível, ele tentou ultrapassar uma carreta de câmara fria, carregada de frango.

No momento da passagem, um caminhão que estava na frente da bi -trem freou bruscamente. Para não bater, o motorista relatou que puxou o veículo para o lado, e foi ao encontro da mureta que divide a BR em duas vias. Com o choque o caminhão de frango tombou.

O caminhão de frango e a carreta então pegaram fogo. O incêndio destruiu totalmente a cabine do caminhão tanque. O caminhão de frango queimou todo. A carga composta de frangos ficaram espalhadas pelo local. O bombeiro chegou para controlar as chamas. Não houve vítimas, e os danos foram somente materiais.


Fonte: RO Total


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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Violência cresce junto com a população em Jacy-Paraná


A chegada das Usinas Hidrelétricas (UHE) do Madeira e outros grandes empreendimentos em Porto Velho mudaram a rotina do distrito de Jacy-Paraná, que há cerca de três anos tinha pouco mais de 3 mil moradores e hoje conta com cerca de 10 mil. O avanço econômico trouxe novas oportunidades de emprego e renda, mas também aumentou a marginalidade e a prostituição. Boa parte dos novos moradores do locali é formada por jovens que vieram de outros Estados, como São Paulo, Maranhão, Bahia, Sergipe e Rio de Janeiro. A grande maioria trabalhou em outras hidrelétricas e se mudaram para Porto Velho em busca de melhores condições de vida financeira.

Segundo os moradores mais antigos, esse crescimento na região começou há cerca de três anos com a instalação de serrarias e madeireiras e continuou com a construção das Usinas. Com isso as três escolas da cidade foram ampliadas com novas salas de aula. A vila hoje tem novas farmácias, restaurantes e pequenas lojas e recentemente passou a contar com um Centro Administrativo e uma praça para lazer, além de ouras novidades como telefonia móvel e posto bancário. Já o único posto de saúde passou por uma reforma e ampliação.
 

Mudança

Nos finais de semana as ruas de Jacy ficam lotadas, com os estabelecimentos comerciais abertos, com som alto e promoções para atrair a atenção dos trabalhadores. Outra mudança drástica citada pelos habitantes é que independente do horário é comum ver gente bebendo, jogando sinuca nas ruas e tentando aliciar garotas, que ficam à disposição nos pequenos bares da região. Fatores que não eram vistos antes da chegada dos empreendimentos.

Violência

Segundo o Sargento Silvério, da Delegacia de Jacy-Paraná, diariamente são registrados em torno de quatro ocorrências e 127 por mês, sendo a maior parte delas por furtos, tráfico de entorpecentes e lesões corporais. “Levando em consideração o número de infrações, podemos dizer que o progresso está trazendo graves conseqüências, como a violência”, comentou. Na cidade a delegacia atua com um efetivo de 28 policiais, fazendo um trabalho de rádio patrulha 24 horas por dia. “Realizamos um trabalho intenso, nossa intenção é coibir e acabar definitivamente com essa situação” acrescentou.

Fonte: Kêyla Xavier (RO Total)


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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Operários da UHE de Santo Antônio paralisam atividades novamente após princípio de confusão


No início da manhã de sexta-feira (23) operários do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio iniciaram uma nova paralisação após perceberem que no acordo que havia sido feito anteriormente com o consórcio construtor eles havia perdido as horas extras por não trabalharem mais aos sábados.

Houve um princípio de confusão entre os insatisfeitos que neste momento se encontram em Assembléia com meMbros do sindicato da categoria, o Sticero. O helicóptero da secretaria de segurança está fazendo sobrevoos no local. Em solo, policiais se preparam para entrar no canteiro de obras. Barrageiros prometem confronto com PMs, caso os soldados resolvam intervir no movimento sindical.


 
Fonte: RONDONIAOVIVO


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quarta-feira, 21 de julho de 2010


Desmatamento da Amazônia caiu 47%, indicam satélites

Faltando apenas dois meses do período de coleta de dados da taxa anual de desmatamento, o ritmo de abate de árvores na Amazônia indica queda de 47%. O número é maior do que os 42% do porcentual recorde de queda da devastação da floresta, registrado pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no ano passado.

A indicação de nova queda aparece nos dados acumulados durante dez meses - entre agosto de 2009 e maio de 2010 - pelo Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real. Divulgado também pelo Inpe, o Deter é usado para orientar a ação de fiscais no combate à devastação da Amazônia.

O sistema Deter já captou desde agosto passado o corte de 1.567 quilômetros quadrados da Floresta Amazônica. Essa área é superior à cidade de São Paulo. Mas conta apenas uma parte da história do que acontece na região.

Mais rápido e menos preciso, o Deter não capta desmatamentos em áreas com menos de 50 hectares (meio quilômetro quadrado). Vem daí a principal diferença entre o sistema de detecção do desmatamento em tempo real e o Prodes, que mede a taxa oficial, divulgada ao final de cada ano.

No ano passado, o Prodes mediu redução recorde de 42% no ritmo do desmatamento. A área abatida foi a menor desde o início da série histórica do Inpe, em 1988.

Comparações. Entre agosto de 2008 e julho de 2009 foram devastados 7.464 quilômetros quadrados de floresta, ou cerca de 5 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. No ano anterior, a Amazônia havia perdido quase 13 mil quilômetros quadrados de floresta.

Essa queda recorde foi registrada depois de um ano de interrupção num período de queda do abate de árvores, que vinha se mantendo desde 2004, e de uma crise no governo. Foi resultado sobretudo do aumento de fiscalização e de medidas como o corte de crédito aos desmatadores e o embargo da produção em áreas de abate ilegal de árvores.

De acordo com dados dos satélites do Inpe, os piores anos para a floresta foram 1995, 2004 e 2003, com mais de 25 mil quilômetros quadrados devastados em cada um desses anos. A nova taxa oficial de desmatamento ainda depende das medições dos satélites nos meses de junho e julho, que tradicionalmente apresentam ritmo acelerado de corte de árvores.

O período mais complicado na preservação da floresta começa com o fim das chuvas na região e segue até outubro. Em maio, o Inpe registrou 11,4% de desmatamento a menos do que no mesmo mês do ano passado, dado de contribuiu para a queda de 47% acumulada desde agosto de 2009.

Fonte: ROTOTAL


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terça-feira, 20 de julho de 2010

Postos de Saúde atendem também à noite em Humaitá


Dando sequência ao programa de reformulação e reestruturação dos serviços de saúde no município, a Prefeitura de Humaitá, através da secretaria de saúde esta disponibilizando mais uma importante opção aos usuários, abrindo atendimento nos Postos de Saúde, também no período noturno.

Segundo a secretária municipal de saúde, Enfermeira Sara dos Santos Riça, os objetivos são exatamente abrir uma opção aos usuários que de outra forma não teriam como se dirigir aos postos nos horários normais, por causa do emprego, ou outros compromissos.

Outra proposta, segundo a secretária é diminuir a demanda do hospital, já que boa parte das ocorrências que desembocam no hospital, podem perfeitamente ser tratadas nos postos de saúde, que oferecem todos os atendimentos na área médica, odontológica e de enfermagem.

No Posto de Saúde São Francisco, o atendimento é feito as segundas e quartas-feiras, das 18:00h 22:00h. Já no Centro de Saúde II (antiga Funasa), no bairro de São Domingos Sávio, o atendimento é disponibilizado as quintas-feiras, também das 18:00h – 22:00h.

De acordo com o prefeito de Humaitá, José Cidenei Lobo do Nascimento, é prioridade da administração municipal, envidar todos os esforços para que a população possa ser atendida da melhor maneira possível, e, esse novo serviço, que nunca foi disponibilizado antes, é uma prova de nossa preocupação.

Elias Pereira
Assessoria de Comunicação da Prefeitura

Parabenizamos a Secretaria de Saúde e o Prefeito da cidade por essa realização. Haroldo Ribeiro.


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Chegada de Omar Aziz foi de muito Tumulto em Manicoré

A chegada do candidato a reeleição para o governo do estado Omar Aziz e de seu vice Jose Melo, foi de muito tumulto na última sexta feira no aeroporto de Manicoré.
Por volta das 10 horas da amanhã, os candidatos ao governador do estado Omar Aziz e Jose Melo e comitiva de governo, desembarcaram com muito tumulto pelos dois lados políticos que existem manicoré. Logo em seguida fizeram uma passeata pelas principais ruas da cidade seguindo para um palanque que foi cedido em frente ao Estádio Flávia Brand de Oliveira, onde fizeram seus discursos o candidato a reeleição Omar Aziz, os candidatos ao Senado pela coligação, Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB)
A visita Manicoré foi marcada pelo apoio maciço da população. O município tem uma das principais economias do Sul do Amazonas, sendo o maior produtor de melancia e banana pacovan do Estado. Nos últimos sete anos e meio a produção anual de melancia saltou de 300 mil para 1,5 milhão de unidades. O subsídio concedido à borracha também alavancou o setor extrativista e a safra anual subiu de 20 mil para 110 mil toneladas no período.
Omar Aziz garantiu que vai dar continuidade a todos os projetos em andamento no município, entre eles o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (PREME), criado em 2004 pelo governo do Amazonas com o objetivo de gerar emprego e renda para os produtores rurais do interior do Amazonas e estimular o hábito alimentar saudável à base de produtos cem por cento regionais. Coordenado pela ADS, o PREME alimenta mais de 600 mil alunos das redes públicas de ensino do Estado (Seduc) e Município (Semed).
“Precisamos avançar com esse programa, pois ele garante a compra da produção, mas também continuar fomentando o setor primário em toda a região do Madeira para que possamos movimentar a economia e gerar emprego e renda para a população”, destacou Omar.
Na calha do rio Madeira, nos últimos anos o setor produtivo movimentou mais de R$ 20 milhões com os programas de fomento ao setor primário a partir das ações da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), que permite a geração de emprego e renda e ajuda a movimentar a economia dos municípios.
Manicoré recebeu R$ 5,7 milhões desde 2004. O município se destaca também na produção de carteiras escolas fornecidas para a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), a partir do Programa de Regionalização de Móveis Escolares (Promove), com faturamento da ordem de R$ 1,8 milhão, o equivalente a produção de 32.468 unidades.
Omar, Eduardo e comitiva retornam sábado a Manaus, de onde foram para Itacoatiara. Com isso, encerra-se o primeiro ciclo de viagens da coligação no Sul do Amazonas. A viagem iniciou quarta-feira, 14, por Novo Aripuanã e Nova Olinda. Na quinta, a comitiva esteve emTapauá, Canutama e Lábrea, na calha do Purus.



fonte: Portal Manicoré
foto: Gabriel Caetano


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Incêndio queima vários hectares de mato no setor Industrial, área do Aeroporto Jorge Teixeira



Incêndio de vários hectares de selva queimou no final da tarde do dia 18, no setor Industrial de Porto Velho, perto do Aeroporto Internacional Jorge Teixeira. Os bombeiros foram acionados e tiveram dificuldade para deter as chamas que ameaçavam se alastrar por vários quilômetros bosque à dentro.


O chefe do operativo do Corpo de Bombeiros, sargento, Alexandre, lamentou o incidente, e disse que esse tipo de ocorrência deve ter ocorrido por algum descuido. “Basta uma fagulha, para começar um incêndio de proporções”, comentou.

O fogo durou durante várias horas da parte da tarde. As chamas foram dominadas, quase, perto do início da noite, quando os Bombeiros realizavam as últimas ações de rescaldo para prevenir novos focos de fogo.

A Defesa Civil e uma equipe da Força Áerea estiveram no setor.

Fonte: RO Total



sábado, 17 de julho de 2010

Rondônia amanhece com sensação de 1°C e a próxima madrugada promete mínima de até 4°C


Pelo terceiro dia consecutivo, os efeitos da sexta friagem de 2010 puderam ser sentidos em praticamente todo o Estado de Rondônia, mas foi em Vilhena, no Cone Sul, que a população sentiu nos termômetros, ou melhor, na pele, os efeitos do ar polar muito intenso.
A estação meteorológica automática do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) registrou entre as 6 e 7 horas (horário local), temperatura de 11,4°C e rajada de vento de 36 km/h; Por isso, usando o cálculo e a tabela mundial de sensação térmica, a impressão que os vilhenenses sentiram no corpo foi de um frio sulino, de apenas 1°C.
Em Ariquemes, a sexta-feira amanheceu com 17,0°C; Em Cacoal fez 15,2°C e em Porto Velho, 17,7°C.
Um novo e intenso pulso de ar polar já atua no continente e em menos de 24 horas atingirá com força o sul da Amazônia. As temperaturas podem bater recorde em várias cidades. Confira a previsão para temperaturas mínimas e máximas previstas para esta sábado (17), segundo o CPTEC/INPE:
Ariquemes: 06°C e 26°C
Cacoal: 06°C e 23°C
Guajará-Mirim: 04°C e 25°C
Ji-Paraná: 05°C E 25°C
Porto Velho: 05°C e 23°C
Rolim de Moura: 11°C e 26°C
Vilhena: 05°C e 18°C
O recorde de menor temperatura até hoje observado em Rondônia é de 3,4°C registrado em Vilhena, no dia 19 de julho de 1975. Já em Porto Velho, a mínima obsoluta de 10°C ocorreu em 12 de junho de 1985 e 15 de agosto de 1978.
Em termos de proporção territorial, esta já é a onda de frio mais intensa desde 1910 e de temperaturas extremas registradas em países da América do Sul, a mais forte das últimas 3 décadas.
A sexta friagem do ano continua até a próxima terça-feira (20), com ligeira elevação nas temperaturas máximas.

Fonte: ROTOTAL

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PF deflagra operação Conexão Amazônia em Rondônia e Acre

A Polícia Federal inicia hoje, 15, a operação Conexão Amazônia, para prender uma organização criminosa que praticava diversos delitos, entre eles tráfico de cocaína, roubo de carga e câmbio ilegal de moeda estrangeira.

Foram mobilizados 150 policiais federais para cumprir 35 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão, que serão cumpridos nos Estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Rio Grande do Norte.

As investigações, iniciadas em 2008, revelaram que os integrantes do grupo criminoso, concentrado na região norte do país, atuava no financiamento, aquisição, transporte, comercialização e distribuição de carregamentos de cocaína, provenientes da Bolívia e do Peru, além de roubo de carga, câmbio ilegal de moeda estrangeira e lavagem de dinheiro. A forma de atuação consistia no transporte da droga pelas rodovias e rios da Amazônia fazendo a droga chegar a inúmeros estados brasileiros.

Os policiais descobriram que a organização possuía ramificações em outros estados da federação. No curso das investigações, entre os anos de 2008 e 2010, a PF apreendeu cerca de uma tonelada de cocaína, veículos automotores, armas, embarcações e efetuou 91 prisões em flagrante.

Grande parte do dinheiro utilizado para adquirir a cocaína de fornecedores peruanos, que atuam na fronteira do Brasil com o Peru, era arrecadado por um dos investigados, acusado de tráfico de entorpecentes no Estado do Para, o qual liderava uma espécie de consórcio de narcotraficantes.

A remessa de dólares era feita através de “mulas” que levavam o dinheiro no corpo ou através do serviço de SEDEX dos Correios, em fundos falsos de livros ou revistas.


 
Fonte: POLÍCIA FEDERAL


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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Meteorologista prevê que fará 10° C em Porto Velho

Os próximos dias poderão ficar marcados na história da climatologia mundial e brasileira e certamente na mente de muitas pessoas que irão enfrentar uma onda de frio, digna de resfriamento glacial. A mais potente onda de frio das últimas décadas – assim prevista pela grande maioria dos modelos numéricos – irá tilintar os termômetros em quase todo o Brasil, mas o destaque de frio extremo ficará por conta das baixas temperaturas observadas, além do Sul, no Centro-Oeste e Norte.

Devido a sua trajetória muito continental, com núcleo estimado de até 1048 hPa (hectopascais) no norte da Argentina, o ar gelado escoará rapidamente para latitudes menores, pelas calhas dos rios Paraguai, Mamoré e Guaporé levando ar extremamente frio para o interior da Amazônia.

Em Rondônia, a menor temperatura de que se tem registro é de 3,4°C aferida no dia 19 de julho de 1975, na cidade de Vilhena, pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), no campo de pouso da região.

Já em Porto Velho, a REDEMET (Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica) registrou mínima absoluta de 10°C no aeroporto "Governador Jorge Teixeira de Oliveira" nas datas de 12 de junho de 1985 e 15 de agosto de 1978.

Os modelos numéricos estimam que o ar polar demais intenso irá atingir uma proporção de magnitude territorial não vista há pelo menos 35 anos, com mais de 8 mil quilômetros de extensão. A grande maioria projeta até mesmo a onda de frio ultrapassando a linha do Equador, entre o Amazonas e Roraima, algo também não registrado desde a clássica onda de frio de 1975.

Sob todos os aspectos e análogos, que várias instituições de meteorologia gostam de enfatizar, vale ressaltar que nenhuma incursão polar é igual a outra antes vista no passado. A onda de frio de 1975, por exemplo, foi extensa e muito intensa a qual dizimou, praticamente, a cultura cafeeira do Estado do Paraná e ao mesmo tempo obrigando familias inteiras a migrarem para norte onde é hoje Rondônia e Mato

Na atual data, se esta onda de frio chegar, no mínimo ao que os modelos numéricos preveem, os estragos na agricultura brasileira serão milionários e a economia de um modo geral será fortemente impactada por tal invasão polar.

Não estamos falando de mais uma frente fria, mais uma onda de frio ou evento de friagem; Estamos falando em uma das mais intensas ondas de frio do último século, que podemos registrar nesta semana.

A densidade populacional de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza, que não possuem teto para abrigar-se do frio ou algum outro fator que contribua para o registro de mortes por hipotermia sempre foi maior em invasões de ondas de frio clássicas, como as de 1918, 1955, 1975 e 1979, por exemplo.

Para o Estado de Rondônia, de um modo geral, a temperatura mínima prevista por alguns modelos pode beirar os 3°C ou 4°C em Vilhena; Isso quebraria em pleno ano de 2010, dito por muitos apocalípticos que ainda creem em teses sobre aquecimento do planeta, na menor temperatura já registrada na cidade em todos os tempos.

Para as demais localidades também há previsão de frio intenso. Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura, Costa Marques, Ariquemes, Jaru e Porto Velho sentirão até o próximo sábado (17), os efeitos desta que pode ser a maior friagem de todos os tempos, com mínima entre 6°C e 10°C. Os ventos fortes que soprarão do quadrante sul certamente darão a sensação térmica de vários graus abaixo de zero.

Fonte: DANIEL PANOBIANCO

terça-feira, 13 de julho de 2010

O insustentável preconceito do ser.


Por Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo!

Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter.
Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado!
Mentes abertas com alto nível de educação formal.
No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
- Então estarei em casa, repliquei ironicamente.

- Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.

- A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?

- Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.

- Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.

- Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar.
São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito.
Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal.
Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino.
Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam.
Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:

"O teu cabelo não nega, mulata

Porque és mulata na cor

Mas como a cor não pega, mulata

Mulata, quero o teu amor".

"É ofensivo", diz Miriam.
Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença?
E as pessoas nunca percebem.
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento.
É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:

'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).

Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'.

Daí surgiu a linguagem politicamente correta.

A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos", mas cruéis.
A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto.
Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ?
Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas.
Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março.
Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!

Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:

-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:

- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes.
Aqui, todos eles viram turcos.
Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade.
São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.

O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos.
Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

- Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo.
É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...

Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo.

Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mãe do goleiro Bruno tentou matar uma mulher em Rondônia em 1996

A mãe do goleiro Bruno, Sandra Cássia Souza de Oliveira Santos, esteve envolvida numa tentativa de homicídio na cidade de Cacoal (RO), em 1996. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia, ela atirou contra uma conhecida, com quem estivera numa festa um dia antes regada a álcool e drogas. Os tiros não acertaram a mulher.

Sandra prestou depoimento à polícia, mas fugiu da cidade dias depois do crime. Ela chegou a ser denunciada à Justiça pelo Ministério Público, mas o caso prescreveu antes do julgamento, em 2008.

A mãe de Bruno não é considerada foragida da Justiça -- sua prisão foi decretada em 1998, mas era válida por dez anos (tempo de prescrição do crime).

Segundo o Ministério Público de Rondônia, a promotoria avalia que não há como desarquivar o processo, uma vez que o crime já prescreveu.


Fonte: Ro Total

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Candidatos de Rondônia poderão perder candidatura por falta de documentos exigidos pelo TRE

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou que mais de 90% dos candidatos as eleições de 2010 estão com pendência de documentos, em Rondônia. Caso a situação não seja resolvida, muitos podem perder a candidatura.

Conforme o TRE, os representantes de partidos e coligações passaram por treinamento para entender passo a passo o processo de registro de candidaturas e os documentos exigidos.

O prazo do cadastro para concorrer às próximas eleições terminou no dia 5 para os partidos e no dia 9 de julho para os candidatos. O TRE tem até o dia 5 de agosto para julgar os registros de candidatura.
 
Fonte: ROTOTAL
 
 
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

MPF recorre da decisão sobre coleta e comercialização de sangue indígena Karitiana




O Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia recorreu da decisão da Justiça Federal de Rondônia em ação que trata da coleta não autorizada de sangue dos índios Karitiana. A ação teve início em outubro de 2002 e pedia a condenação de Hilton Pereira da Silva e Denise da Silva Hallak ao pagamento de indenização, por dano moral, à comunidade indígena Karitiana, no valor de quinhentos mil reais, além de obrigá-los a não usar o material biológico (sangue) retirado daquela comunidade indígena.


Na ação, o MPF argumentou que os réus coletaram sangue e dados antropométricos (medidas corporais) dos índios Karitiana em desacordo com as normas legais do Brasil. Para obter o material biológico, eles prometiam a realização de exames e fornecimento de medicamentos aos indígenas. No julgamento, a Justiça Federal entendeu que a retirada do sangue dos índios se deu no exercício regular da profissão do médico Hilton Pereira da Silva e em situações de emergência, afastando a hipótese de biopirataria e comercialização na internet do patrimônio genético Karitiana. Assim, o pedido de indenização à comunidade indígena foi negado.

Pedigree

Ao recorrer desta decisão, o MPF argumenta que o médico Hilton Pereira da Silva, em seu depoimento, “confirma que dentre seus propósitos estava a realização de testes genéticos e bioquímicos, bem como a possibilidade de pesquisa com o material biológico colhido”. O órgão menciona ainda que, segundo reportagens de veículos de comunicação, os povos indígenas da Amazônia são ideais para certos tipos de pesquisa genética, porque são populações isoladas e extremamente fechadas, permitindo aos geneticistas a construção de um 'pedigree' mais completo e rastreamento de transmissão de uma doença por gerações.

O MPF contesta em seu recurso a informação prestada pelo médico de que as coletas de sangue se deram em situações de emergência. Sobre este ponto, o MPF questiona se “por acaso toda a comunidade indígena necessitava de atendimento de emergência?”. Outro aspecto do caso é que o médico congelou e levou o sangue dos indígenas ao Laboratório de Genética Humana e Médica da Universidade Federal do Pará, para armazenamento. O congelamento do sangue destrói as células sanguíneas e impede a realização da maioria dos exames bioquímicos, mas não impede a realização de exames com base nas análises do DNA. O MPF argumenta que esta informação é de amplo conhecimento dos profissionais da área de saúde.



Mapinguari


O MPF também relembra que Hilton Pereira da Silva e Denise da Silva Hallak passaram-se por assistentes de uma equipe de televisão inglesa que faria filmagens na aldeia sobre o animal mítico da cultura indígena conhecido por Mapinguari, omitiram suas qualificações profissionais e portavam, na ocasião, material especializado para coleta de sangue humano e em quantidade suficiente para coletar sangue de todos os indígenas.

Da coleta realizada, cerca de 54 frascos de sangue que estavam depositados na Universidade Federal do Pará foram remetidos a Porto Velho, mas o MPF ressalta haver informações no processo de que o total coletado abrangia quantidade maior, variando entre 120 a 160 frascos.

O MPF também contesta que Hilton Pereira da Silva agiu em legítimo exercício da profissão, “dispensando conhecimentos médicos em benefício dos índios” porque não houve atendimento médico clínico, fornecimento de medicamentos ou realização de exames clínicos com o sangue coletado. O órgão esclarece também que, segundo as normas existentes no Brasil, os índios deveriam ser informados sobre o que seria feito com o sangue coletado e terem consentido expressamente em participar de qualquer tipo de pesquisa, seja genética ou de outro tipo. Além disto, os pesquisadores necessitariam de autorização específica da Funai e de aprovação do Comitê de Ética Médica do Conselho Nacional de Saúde.

Com estes argumentos, o MPF pede que a decisão da Justiça Federal de Rondônia seja reformada e que os réus sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais à comunidade indígena Karitiana.

Fonte: MPF

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Itapuã: Jogo de empurra-empurra entre Eletronorte e empreiteira deixa ponte interditada e população irritada



 
A obra abandonada de uma ponte sobre o rio Jamari em Itapuã do Oeste pode provocar protestos por parte da população do município que fica a 100 km da capital de Rondônia. Não está descartado o fechamento da Br 364 que cruza a cidade.

Construída através de convênio com a Eletronorte como forma de compensação social à comunidade atingida pelo lago da Usina de Samuel, o esqueleto de concreto está há seis anos aguardando conclusão. Com as cabeceiras corroídas, parte de sua estrutura já no fundo do lago de Samuel, a obra da ponte é um símbolo do descaso dos “donos” de Usina em relação às propaladas compensações sociais e ambientais para as comunidades atingidas.

A chamada "Ponte da Integração" foi uma conquista da população de Itapuã em 2001, após várias manifestações populares, inclusive já naquela época com o bloqueio da BR 364 e invasão das instalações da Eletronorte. A reivindicação e a devida compensação justificam-se pelo fato de que o município ser um dos mais atingidos pela alagação causada com a construção da Usina Hidrelétrica de Samuel, deixando os moradores que moram do outro lado do Rio Jamari ilhados dependendo de uma balsa para que os mesmos possam ter acesso ao município. A balsa é paga pela Eletronorte, através de um contrato mensal de cerca de 50 mil reais.



A Eletronorte cedeu recursos em torno de mais de R$ 2 milhões para a construção. Em 2004 a obra ficou pronta, faltando apenas o aterro das cabeceiras. Mas quando as obras de aterro foram efetivadas, a estrutura não agüentou e uma das pilastras se rompeu ocasionando que a ponte pendesse em umas de suas pontas. Por conta disso iniciou-se um jogo de responsabilidade entre a Eletronorte e a empreiteira da construção a SPA. A Eletronorte alega, conforme laudo dos técnicos da empresa, que havia falha na fundação da obra.

Inconformados com a demora, líderes comunitários, entre eles, Antônio Carlos, diretor da Rádio FM Itapuã prometem ações mais enérgicas para uma breve solução do problema. “A balsa não funciona 24 horas, ela pára de noite. Já houve caso de criança que morreu de malária no colo do pai do outro lado do rio” diz Antônio, que garante que se uma solução for tomada nos próximos 30 dias, a comunidade pode até fechar a rodovia federal para forçar uma negociação.

O atual prefeito, João Testa concorda com os anseios da população afirma seu chefe de gabinete, Paulo Stresser, que afirmou que a administração municipal está lutando para um novo acordo de compensação social e ambiental.

OUTROS PROBLEMAS


Entre outros problemas enfrentados pela comunidade, elencados pela própria Eletronorte num relatório assinado por dois engenheiros da empresa, estão: Na zona rural – elevação em cerca de 4 metros do nível freático máximo e mínimo, afogamento das raízes dos vegetais com danos para a agricultura e floresta, dificuldade de escoamento de 80% da produção agrícola em razão de se encontrarem do lado esquerdo do lago. Na zona urbana – Encharcamento periódico de ruas e terrenos, elevação exagerada dos nível da água dos poços domésticos e o que é pior, inundação das fossas sépticas que promoveram a contaminação dos poços utilizados para abastecimento de água potável para a população. Até o cemitério da cidade foi interditado na época.

O maior problema que a população enfrenta atualmente é que uma negociação “mal-feita”, entre o prefeito da época, empresário Robson Oliveira em conjunto com os vereadores e a Eletronorte gerou um termo de quitação das quitações com o repasse de apenas R$ 2.730.000,00, valor irrisório que não correspondia aos danos causados.

Hoje, a prefeitura luta por um novo acordo com a Eletronorte no valor de trinta e um milhões de reais, dinheiro necessário para ser feita a drenagem da cidade, construção de postos de saúde e outras benfeitorias que vão mitigar os impactos causados pela Usina.



Fonte: RONDONIAOVIVO

Prefeito de Rolim de Moura sofre acidente na Capital

Dia 06 houve um acidente envolvendo duas caminhonetes, uma S10/Chevrolet dirigida por um motorista não identificado, e uma Hilux/Toyota cabine dupla conduzida pelo prefeito de Rolim de Moura, Sebastião Serraia, aconteceu antes do cruzamento da avenida Abunã com a rua Getúlio Vargas, bairro São João Bosco, região central da cidade.

Conforme apurado junto a um policial que estava atendendo a ocorrência, o acidente foi ocasionado por uma falta de atenção do motorista da caminhonete S10, que vinha transitando na Getúlio Vargas, sentido bairro-centro, quando avançou a preferencial e foi colidido lateralmente pelo veículo conduzido por Sebastião, que não conseguiu frear a tempo.

Na colisão uma mulher que estava no banco do passageiro da S10 foi levemente ferida com a forte pancada e logo socorrida por uma ambulância do SAMU, sendo conduzida até o pronto socorro do Hospital João Paulo II onde se encontra em atendimento.


fonte: rolnews/ROtotal.