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sábado, 28 de setembro de 2013

Bastião, o rei jegue


Num reino não muito distante
um jegue decidiu ser rei, disse possuir todas as qualidades necessárias para tal função, o reino era dominado por um leão e haviam muitos descontentes, um dia a chance chegou e o jegue começou a fazer o que mais sabia força e trabalho. 
Dona Olívia Tatu estava cavando sua toca com muita dificuldade, pois estava sofrendo de uma enfermidade na garra dianteira, doença que adquiriu quando fugia de uma jaguatirica. Para não deixar passar a situação batida seu Jegue disse: 
  • Dona Olívia Tatu, prazer em vê-la, a senhora tem um grande problema, não vai conseguir cavar seu buraco costumeiro não é? 
  • Sim amigo Jegue Bastião tô com uma dor nos quartos e ferida de um perna. 
  • Não se preocupe, tenho força e vou trazer uma casa nova para a  senhora! 
Sem muita demora Jegue Bastião trouxe uma tora oca de pau, que pegara na mata e deu para a desvalida cavadeira, ela ficou muito feliz e disse: 
  • Soube que você pretende ser nosso novo rei... 
  • É, sapiente Tatua, conto com seu apoio. 
O Reino, não muito distante que tinha leão, o Jorge como rei, porém nos mais de vinte anos de governo ele não se preocupou em ter um filho que ficasse em seu lugar, para piorar a situação todos os seus parentes próximos morreram numa festa dada num outro reino que sofrera um terremoto, o local da festa veio abaixo e Dom Jorge Leão que não pode ir a festa sobrou, mas sozinho. Depois do fato o reino entrou em crise, a grande maioria dos administradores do reinado eram parentes do rei, embora não fossem muito competentes, depois de alguns anos eles começaram a acertar nas decisões e o reinado caminhava bem. Agora Jorge, velho e sem filhos não tinha para quem deixar o seu legado. 
O tempo foi passando e o Jegue Bastião foi fortalecendo seu nome, até que um dia Jorge, o rei, morreu em extrema velhice. Um dia após o seu falecimento os preparativos para a escolha do novo monarca começaram. Leopolda Tanajura queria ser rainha, mas em anos nada fez pela sua candidatura, Inácio Gambá era querido, mas ninguém aguentava ficar próximo dele, Zulmira Serpente pretendia a coroa, mas devorara muitos animais em sua vida e a decisão ficou adiada por dias. 
Na ultima reunião para a escolha do novo monarca Jegue Bastião tomou o microfone e falou: 
  • Todos aqui sem exceção receberam de mim algum tipo de auxílio, fiz ponte para formigas atravessarem rios, ajudei porcos do mato a fugir de sua inimiga onça quando os guardei dentro de uma caverna, pois bem quase todos os presentes tiveram algum benefício de minhas mãos, portanto peço que me escolham. 
Juvenal, o porco chamou a todos os membros para a decisão e o Jegue Bastião foi o vencedor. Dona Clarilda Coruja quis protestar, para ela o escolhido deveria possuir conhecimento em todas as áreas e isso não era o caso do jegue. Não adiantou. 
Em seus primeiros atos de governo Jegue Bastião Primeiro escolheu sua equipe de governo, todos jegues. Para ele, o rei, os jegues eram o melhor que a terra já produziu em termos de força e trabalho: 
  • Lembrem-se, Nosso senhor foi transportado por um parente nosso! - e fazia o sinal da cruz três vezes. 
Depois de um ano de governo o povo não aguentava mais a jegarada, que andava pelas ruas da cidade em pose e estilo, a turba ameaçou matar a todos se Bastião não renunciasse. Pressionado ele saiu do governo sem muita resistência, como só tinham força, não formou um exército novo para o defender e dona Clarilda Coruja reinou em seu lugar. 
O reino entrou em fase de glória, ela não colocou parentes para reinar e como lia muito sabia quais eram as virtudes de cada um dos animais do reino. Colocou Honório Onça na defesa, Leopolda Tanajura no abastecimento, Eleotério Tromba na educação, Virgulino Gato nesporte e outros nomes todos bem estruturados, afinal força e trabalho não fazem um governo sem inteligência e honestidade. 
A família de Bastião mudou-se de reino. 

Haroldo Ribeiro

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