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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais uma vez abandonados!

Máquina embarcando para ir embora


“Mê de motivo, para ir embora”,
esta frase da música de Tim Maia diz muito em relação ao que aconteceu nesta quinta-feira com a empresa ETAM que estava começando a realizar as obras deixadas pela Socorro Carvalho. Agora estão novamente parados os serviços da orla e a ponte da Olaria.quem deu motivos para que isto acontecesse foi o governo do Amazonas que não concordou com os valores propostos para a realização da obra.
No início da tarde recebemos uma ligação dando conta de que os responsáveis pela ETAM estiveram em Humaitá na noite de quarta-feira e fizeram uma reunião para decidir a continuação ou paralisação das obras iniciadas na cidade. A decisão foi pela paralisação.
Fomos até o local indicado onde os caminhões que transportavam o aterro para a obra e eles estavam todos parados. Quando conversamos com os motoristas para saber o que estava acontecendo eles em voz unânime disseram que estavam indo embora por um possível desacordo e que eles não sabiam por qual razão.
Ao falarmos com uma pessoa que esteve na reunião na noite de quarta recebemos a informação que a Socorro Carvalho recebeu pelo menos 93% dos valores da obra. Quem deveria fiscalizar a obra, não se sabe por que, deu informações ao governo do Amazonas dizendo que tudo estava quase concluído em relação ao asfaltamento e serviços correlatos. Todos sabem que a Socorro Carvalho não cumpriu nem a metade do que era proposto no contrato e deixou a cidade na mão.
A ETAM pegou um trabalho começado por outra empresa e não tinha todas as garantias de que eles fizeram o que deviam. Nestas condições praticamente tudo o que a antiga empresa realizou deveria ser refeito com conseqüente reajuste nos valores acordados. Tudo indica que o governo do Amazonas não acenou com uma resposta plausível obrigando a ETAM a tomar a decisão de ir embora.
Com a saída da ETAM, a cidade vive mais uma vez uma situação vexatória, pois o inverno chuvoso se aproxima, e como tudo depende do tempo, as obras deverão ficar paralisadas novamente. Para o povo da Olaria resta uma dor incontida de quem é obrigado atravessar por uma ponte estreita ao invés de uma larga de concreto. Nas bandas da Igreja Matriz não dá para deixar de temer um desmoronamento sorrateiro e fatal.
Assim caminhamos num imenso palco onde parece que nós somos os palhaços que fazem rir à Manaus dos políticos do terno alinhado e ar-condicionado no ultimo volume.



Haroldo Ribeiro
www.amazontime.com


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