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terça-feira, 1 de junho de 2010

SINDROME DE AUSÊNCIA DE PODER


     Quando assumem o poder nas cidades pequenas do Brasil, os prefeitos já têm inúmeras pessoas que farão parte de seu governo, como no Brasil é permitido a reeleição, isto significa que o recém eleito poderá ficar por quatro anos na estrutura maior de governo no nível das cidades.
Como a corrupção é uma marca indiscutível na maioria das prefeituras destas cidades, os que foram contratados não vivem só de seus salários. Nas licitações parentes dos que fazem parte do esquema abrem empresas de fachada, participam de pregões ilusórios em que o resultado já é sabido, isto se repete na merenda escolar, nas reformas de edifícios públicos, nas construções de pontes, estrada, e até mesmo no recolhimento do lixo.
     A vida é muito boa; os que estão no esquema já não andam mais de carro popular, comem churrasco aos fins de semana regado a muito vinho e cerveja, viajam e se hospedam nos melhores hotéis, vivem como se fossem marajás.
     No período do apadrinhamento eles viram os “reis da cocada preta”. Não podem ser presos, são respeitados, seus negócios vão bem e há uma aparência de competência administrativa que ultrapassa os limites da razão.
      Quem chega novo na cidade e vê os tais sortudos é levado a pensar que os mesmos são super dotados em administração dada a aceleração da subida na escala social.
Mas o Brasil pratica o intercalamento de poder e de quatro em quatro anos os prefeitos tem que mudar, alguns vendem até a “mãe” ao Diabo para vencer a eleição, vale tudo, compra de votos, promessas irrealizáveis, e outras coisas deste tipo, porém vem o resultado e a não reeleição é confirmada. Os seguidores de Hitler, Fidel, e Hugo Chaves descobrem que os seus prefeitos não são mais nada. Como tudo o que tinham viera da corrupção, quando o candidato solicitava algum tipo de ajuda eles assentiam positivamente para ajudar, afinal era o reino em jogo.
     O tempo passa e o reino dos corruptos caiu, outros corruptos estão no lugar que eram deles. AS coisas começam a ficar apertada, os churrascos não acontecem mais, o dinheiro fácil acabou, o reino dos espertos, cujos bobos da corte era o povo já não existe.
      O cartão de crédito falha, os amigos se afastam, o carro top de linha é vendido, as empresas estão no vermelho, tudo está indo por água abaixo, alguns voltam a freqüentar os cultos na Igreja Evangélica, outros voltam as práticas carismáticas da Igreja Católica, tudo querendo um  favor de Deus, e se possível urgente.
     Assim é o final dos corruptos que seguem um corrupto maior, morte, esquecimento e repulsa na maioria das vezes silenciosa dos que foram lesados durante quatro anos seguidos, ladrões da merenda escolar, dos remédios no hospital, do cimento das obras públicas e de tudo o que entrava nos cofres públicos. Acabou!


Haroldo Ribeiro
www.amazontime.com
imagem:www.unodc.org/images/brazil/money_laundering

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