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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Antonio Tchê, mais que uma história, um exemplo de vida



           Muitos brasileiros de valor vieram do sul
do país para realizar um grande sonho no norte, nos anos 80 e até em décadas anteriores movidos pelas facilidades patrocinadas pelo governo federal, eles traziam suas famílias, suas crenças, cultura e o jeito de ser peculiar. O chimarrão, o churrasco  e o vanerão e muito mais foi trazido na bagagem dos brasileiros de aspecto diferente, geralmente brancos e com muita disposição para o trabalho duro.
            Entre os que vieram nesta leva está o senhor Antonio Rohleder, mais conhecido como Antonio Tchê, ele e sua família chegaram a Humaitá em 1980, ele era um simples caminhoneiro, ou melhor, um motorista empregado, diferente dele, seus irmãos nutriam sonhos mais altos e os induziram a vir junto com sua família para a cidade que seria uma espécie de nova pátria para ele, aqui ele teria mais dois filhos gêmeos João Paulo e Ana Paula e completaria o número de quatro. Ele e sua família resolveram investir em postos de gasolina  na estrada para Manaus, eles tinhas três postos que andavam bem, naquela época a via funcionava e ninguém sequer imaginava que dentro de nove anos a estrada estaria jogada as traças.
            Com as condições da estrada cada vez mais piorando o jeito foi deixar aqueles lados e tentar outra fonte de renda, diferente de seus irmãos que continuaram tentando vencer através da lida do campo. Seu Antonio via a cada dia  os recursos conseguidos nos tempos bons indo embora, dia após dia os bens da família iam sendo vendidos para alimentar o sonho de continuar no norte do país. Para seu Antônio e família dificuldade é sinônimo de oportunidade e o homem batalhador sorridente e amante de uma boa dança gaúcha resolveu abrir uma casa de carnes na Rua 05 de Setembro, onde hoje é a Casa de Móveis Seringueiro, diferente dos outros comerciantes da cidade que, abraçou como sua, seu Antonio entregava na casa dos fregueses  até mesmo meio quilo de carne moída, com este tipo de atitude Antonio Tchê e família começaram a entrar no coração do povo e logo a semente do supermercado Tchê seria lançada.
            Seu Antonio, o homem que não desistiu, pegou malária vinte e oito vezes e passou três dias em coma na capital do estado, com isso ele Pensa que já está imune, entre estas e outras lutas, nos vai-e-vem da vida o agora empresário de sucesso, viu o andar de carro, virar pedalar de bicicleta, uma terra grande virar um pedaço pequeno de chão, mas em tudo isto nunca perdeu a fé em Deus e o respeito dos filhos, da esposa e dos familiares. Quando vai ao sul do país rever seus familiares, Antonio Tchê sente que sua terra agora é o sul do amazonas, Humaitá tornou-se sua morada preferida, nela sua família progrediu e cresceu, seus filhos conquistaram um lugar ao sol e sua esposa a dignidade desejada, hoje para o batalhador que veio do sul do país, a cidade melhorou, tem duas faculdades e a qualidade de vida do povo está indo para um patamar mais elevado. Em 99 o Supermercado Tchê foi fundado num espaço de 20X15, ele chegou a ser perguntado , como encheria o local de mercadoria, o tempo passou e hoje 13 anos depois falta espaço para conter tanta gente e  as mercadoria variadas  no estoque. Este é Antonio Rohleder, um homem de força, garra, fé e coragem para vencer, que é tradicional, mas que não rejeita a modernidade, que fala, mas que sabe ouvir os fregueses, os filhos, a esposa e o coração, que joga vídeo game com os netos e não tem medo de ser simples como a vida.

Haroldo Ribeiro

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