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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sem teto do São Cristóvão são expulsos novamente



            Sete e trinta da manhã, um trator começa
a roncar no terreno invadido pelos sem teto do São Cristóvão, a Polícia Militar estava por lá para garantir a reintegração de posse expedida pela justiça, o local já havia sido visitado pela polícia e oficiais de justiça antes, quando alguns barracos foram destruídos. Os sem teto não tiveram ninguém que intercedesse por eles desta vez, eles estavam confiados num documento que dava conta que a área em que estavam pertencia a uma empresa falida que já não paga mais seus impostos e por isso decidiram invadir o local em busca de um lugar para edificar suas casas. Um documento expedido pelo Cartório do 1º Ofício dava a informação que despertava certa segurança aos sem teto e por isto eles continuaram no local.
            A alegação de que a Estramar, proprietária das terras, era uma empresa falida fez com que mais pessoas sem um lugar para morar se concentrasse no local. Segundo os oficiais de justiça que cumpriram o mandado da justiça, a empresa dona das terras nomeou um procurador e este entrou com o pedido na justiça que foi concluído na manhã de terça-feira, 12 de junho.
            Antes de o trator começar o trabalho um dos moradores subiu no telhado de seu barraco para tentar impedir a derrubada da casa, mas foi retirado pelos policiais e teve sua moradia jogada ao chão. Vários outros barracos foram derrubados e a polícia fez de tudo para não usar a violência, alguns demonstravam claramente o constrangimento por estar agindo para cumprir uma ordem contra gente pobre e sem recursos. Uma das sem teto que verdadeiramente morava no local entrou em desespero, ela desmaiou por várias vezes e gritava em histeria por conta de sua casa que estava próxima a ser derrubada, nada adiantou e a casa foi derrubada como as outras. No fim da operação os sem terra ficaram revoltados com tudo o que aconteceu. Ninguém do poder público compareceu para defendê-los e os barracos ficaram pelo chão totalmente destruídos.
            Os oficiais de justiça presentes na ação de reintegração afirmaram, o que foi confirmado, que haviam dado o aviso cerca de seis dias antes e que mesmo assim os invasores continuaram no local. Os que estavam na área não têm condições de pagar aluguel, a maioria está desempregada e tudo indica que ficarão nesta condição durante muito tempo eles esperam, depois de tudo o que passaram, que algo seja feito em favor de sua causa. Alguns prometeram ir até a sessão da câmara no dia em que tudo ocorreu, mas não foram à reunião.
            A terra invadida era um grande matagal, com a construção da maior loja da cidade que é vizinha das terras o local ganhou mais valor e ninguém quer sair no prejuízo, quem realmente teve um imenso prejuízo foram os sem teto que investiram o que não tinham contando com uma terra que parece está cada vez mais longe de ser suas.

Haroldo Ribeiro
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