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quinta-feira, 1 de março de 2012

Vivendo no blefo



         Há um grita geral entre os comerciantes de Humaitá
, a reclamação é a mesma em quase todos os estabelecimentos, “está havendo falta de dinheiro na cidade”, embora pareça difícil todos estarem dizendo a mesma língua a simples observação do movimento nas lojas diz em alto e bom som que alguma coisa muito errada está acontecendo.
         Ouvindo um grande empresário local, que já tem muitos janeiros na cidade, tivemos uma noção do que poderia ser a razão de tal comportamento no público consumidor. Em primeiro lugar a cidade pouco produz e é dependente de contra-cheques do funcionalismo público, indo mais além o grande empreendedor ainda disse, "a culpa não é dos governos, incluindo-se a prefeitura, pois o pagamento pode parecer pouco mas está sendo pago todos os meses": Então o que estaria acontecendo? Muitos funcionários estão devendo até a alma para os bancos,  isto mesmo! No empréstimo normal 30% do que o cidadão recebe é descontado e vai direto para as contas dos banqueiros, cada dia mais bilionários, os sessenta e poucos que sobram não dão nem para pagar as contas e para conseguir viver alguns vão a outros meios de financiamento e pegam mais dinheiro, resultado! Mais dívidas.
         O comerciante que vive de dinheiro vivo está agonizando na cidade, suas contas vencem todos os dias, os chequem estão caindo e a SEFAZ com sua boca enorme já come a sua parte antes mesmo do produto ser vendido e o empresário que vive honestamente está indo por água abaixo levado pelo banzeiro das dívidas. Para piorar a situação, quando chove o povo não sai às ruas e depois do carnaval muita gente ficou sem “real”, a bufunfa ficou atrás dos blocos, nas caixas de cerveja, nos abadas e etc.
         É necessário, em caráter de urgência, um investimento em novas formas de movimentação de recursos, indústrias não poluentes, atividades “agrícola-extrativista” têm que ser incentivadas, novas formas de empreendimentos precisam ser idealizadas, ou não restará pedra sobre pedra no tenebroso mundo das empresas de Humaitá.

Haroldo Ribeiro

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