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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

QUE FUTURO TERÁ UM PAÍS SEM EDUCAÇÃO BÁSICA?



 
A estatística de aprovação no ensino
básico apresentada pelas escolas publicas no Brasil, constitui um calote na educação. Enquanto se confundir gastos com despesas em vez de investimento e não houver um gerenciamento eficiente, continuaremos prorrogando a busca da solução dos problemas da educação.
A avaliação final dos nossos alunos é feita pela sociedade, através dos concursos para o ingresso na atividade pública ou privada. Uma vez que a esmagadora maioria dos concludentes do ensino básico raramente conseguem aprovação em algum concurso ( pois tropegamente sabem ler e contar) e quando alguns deles tem sucesso, certamente não é conseqüência da educação formal que teve, mas sim pelo seu envolvimento com programas específicos, fora da escola, a educação formal que estão recebendo não está “batendo” com as necessidades da sociedade. Se não há coerência entre o índice de aprovação nos concursos e os resultados apresentados pelas estatísticas, é fácil concluir que estamos “fazendo de conta”  que preparamos o aluno para a vida e portanto esses resultados estão sendo manipulados pelas secretarias de educação em todo o país, com a conivência ou omissão dos envolvidos com esse processo fraudulento.
Podemos citar alguns fatores responsáveis pelo alto índice de evasão e reprovação escolar: desanimo do aluno, pois está sendo promovido para as séries seguintes sem nenhum domínio dos pré-requisitos das séries anteriores, acarretando uma dificuldade crescente na aquisição de novos conhecimentos(pois, como sabemos, adquirimos novos conhecimentos através da vinculação com outros já existentes), a formação (deformação) descontextualizada dos profissionais da educação( há décadas), equipamentos ultrapassados ou inexistentes, grade curricular encharcada de conteúdos descontextualizados ou inúteis(desmotivando os estudantes), que nem preparam para o vestibular nem para o trabalho, necessidade de alguma renda;  não faltam razões para afugentar os jovens das unidades escolares. Certamente os “cartolas” da educação, que ocupam “cargos de confiança” e pelos quais recebem a remuneração tão sonhada por àqueles que de fato trabalham e se preocupam com o destino desses jovens, estão conscientes de tudo isso. Acreditamos que a educação deve acontecer de forma harmoniosa e contínua e não em pacotes estanques e totalmente desencontrados como: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior.
            Anualmente, veste-se uma roupa nova no velho, nefasto e ineficiente modelo, como novos sistemas de avaliação(que já não tem quase nada para avaliar, pois se fizermos uma verificação em cada série do ensino básico, chegaremos ao triste fato de que mais de 90% dos alunos não tem a competência exigida para aquela série), cotas para o ingresso no ensino superior, que em última analise é o reconhecimento oficial da ineficácia do ensino básico e a formação de currais eleitorais, ingerência de política partidária na escola,  e muitos outros remendos e ações danosas a educação.
Vocês já se perguntaram porque quando os concludentes do ensino básico são “classificados” no exame vestibular (pois em algumas universidades o exame já não é mais eliminatório sob pena da não formação das turmas necessárias para manter a instituição funcionando), se desesperam ao perceber o quanto estão aquém dos pré-requisitos básicos necessários para concluir o seu curso e por isso muitos desistem, ficam “pulando” de curso em curso ou são reprovados por essas instituições?  Quanto custa isso ? Porque os filhos daqueles que tem o poder de mudar essa situação, não estudam em escolas públicas ? até eu que sou um humilde professor, por não confiar na educação publica, tenho meus filhos em instituição privada.
Com tudo isso, não é de estranhar que o país tenha desempenho medíocre nos exames internacionais de avaliação.Não precisa ser um especialista para perceber que há muito tempo está acontecendo uma deseducação. A quem de fato interessa a educação dos nossos filhos ? Quando vamos deixar de ser hipócritas e omissos? Quem disse que professor deve ter uma remuneração menor que a de seus ex-alunos médicos e magistrados com o mesmo nível educacional ?
Diante desse quadro, conclamo os companheiros trabalhadores da educação para uma reflexão e tomada de atitude.
                                                                                 Profº José Carlos Souza


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