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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Augusto Nery, nadando contra o banzeiro, em busca do doce da vida

Tocar um negócio nos lados do norte do Brasil, 

principalmente no Amazonas é tarefa para titãs, por esses lados tudo é mais difícil. cidades como Humaitá, que dista 3 dias de viagem de barco da capital, é um exemplo bem claro desta luta incansável, até uma simples nota fiscal ganha status de maratona quando é mandada fazer em Manaus para ser devolvida em até três meses depois inviabilizando qualquer tipo de chance de um crescimento na área empresarial, se esta empresa quiser galgar passos maiores e ganhar uma concorrência com algum órgão público federal, por exemplo.

Augusto Nery e sua família tem sua origem no estado de São Paulo, eles fizeram uma inserção no estado do Mato Grosso onde cresceram muito. Quando conheceram Humaitá perceberam que seus campos naturais eram semelhantes aos de Mato Grasso, o que os atraiu para a região fazendo com qu daí em diante nascesse uma grande história de amos pelo local.

A família Nery trouxe cabeças de gado e começou uma atividade pecuária, porém como o governo do estado estava incentivando o plantio de seringais eles acreditaram e começaram um grande plantio. Na época as mudas eram de uma nova espécie desenvolvida por cientistas brasileiros que prometia mais produtividade em menor tempo. Os projetos dessa empreitada governamental se chamaram PROBOR I,II e III. Por aqui, como sempre a coisa não vingou, as mudas não fizeram o seu papel e tudo foi por agua abaixo. Em São Paulo, o negócio foi pra frente, mas na terra da borracha tudo foi pro brejo, Não para todos, teve gente que ficou milionária com dinheiro governamental.

Outra fase que passou deixando saudades e tristeza foi o advento da soja. Humaitá virou um celeiro de produção, máquinas se movimentavam pra lá e pra cá, silos eram criados, balsas lotadas com a preciosa semente saiam do porto com a riqueza produzida na região. Mais uma vez, por conta de políticas duvidosas a cidade ficavam sem ter uma atividade econômica que a diferenciasse. AS máquinas pararam, o porto parou de enviar a produção, que praticamente inexiste.

Quando a família de Augusto se instalou por aqui, sua mãe, já falecida, começou a fazer doces que eram apreciados por vários vizinhos, que os ganhavam de suas mãos sem custo algum, só pelo prazer de agradar, com o tempo, e já sob o imenso sucesso que o doce fazia, principalmente o de caju, a ideia de tornar o hobby em negócio aflorou. Começava ali o doce Dona Santa.

A empresa criada começou a vingar, e rápido. Contratos com o Exercito e outras empresas fizeram da marca um grande sucesso. Com a morte de Dona Santa, os filhos tomaram conta do negócio, e por fim Augusto Nery empunhou a bandeira do doce mais famoso da região.

Para Nery, a maior dificuldade da região são as políticas públicas, que geralmente atendem aos interesses de uns poucos deixando toda um população sem desfrutar de beneficio algum, além do mais, falta políticas de médio e longo prazo, e isto atravanca quase tudo o que se faz na região. Ele espera que o posto do SEBRAE que já tem sede na cidade, mas que ainda não foi inaugurado venha mudar um pouco dessa situação.

A Dona Santa doce caseira vende os doces consagrados pela comunidade humaitaense há mais de 3 décadas, que quiser conferir os sabores de caju, cupuaçu, banana, mamão, batata doce e abóbora, todos feitos com produtos da terra é só ligar para (97) 8115-3350.



Haroldo Ribeiro
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