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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Clima tenso e ameaças em mais uma reunião do "Luz para Todos"


              
           Sob um clima de forte tensão foi feita na tarde de quinta-feira,
13, uma reunião para definir os destinos do “Luz Para Todos” que envolve os moradores da Transamazônica do outro lado do Rio Madeira. Sem muita paciência para ouvir histórias um grande grupo de reivindicantes ocupou o auditório da Prefeitura da cidade para pressionar os diretores da Amazonas Energia em relação ao assunto.
         Em outras reuniões nada de concreto aconteceu, e, por isso, os moradores das comunidades daquele local, bem como alguns líderes indígenas ameaçaram fechar a estrada se nada de concreto fosse decidido na reunião que se sucedeu.
Entre as autoridades presentes estavam: enviados da Eletrobrás/Amazonas Energia, Comando do 54º Bis, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público, o prefeito da cidade Dedei Lobo e o líder do governo na Câmara Terrinha.
Marcelo Fadoul, gerente do programa no Amazonas, disse que a razão de todo o atraso deve-se a questão da demora em licitar o processo e que o cabo subaquático que cruzará o rio deverá estar pronto antes do prazo e que possivelmente antes de 15 de dezembro tudo deverá já ter ocorrido, pois a entrega do cabo deverá acontecer no dia 20, se muito até 30 de novembro.  A empresa que ganhou a licitação tem um prazo de noventa dias para entregar o cabo, porém deverá antecipar a entrega.
         Durante a explicação do gerente do “Luz Para Todos” na região lideranças indígenas tomaram a palavra e ameaçaram bloquear a Rodovia Transamazônica como fizeram em 2006, querendo apagar a fogueira Dedei Lobo interveio dizendo que era necessário conseguir a colocação do cabo para atravessar o rio e depois pensar em estender a rede para depois do km 60.
         Dedei afirmou que é o único prefeito a ter um setor especial da administração de município que lida com questões indígenas sendo, portanto, autorizado para intervir em favor dos mesmos.
         Ao fim da reunião o Tenente Coronel Placídio, Comandante do 54º BIS afirmou que é necessária muita prudência e que confiava na palavra de Fadoul, ele disse que licitações são uma dor de cabeça e que nada pode ser feito antes que vençam os prazos. Sobre a interdição da rodovia, ele afirmou que torce para que isto não aconteça, pois se for chamado vai intervir para garantir o direito constitucional de ir e vir.
         Findando a reunião foi assinado um acordo entre a gerência do programa federal e os membros presentes estabelecendo o dia 31 de dezembro como prazo final para a conclusão da parte inicial das obras para a tão sonhada energia do outro lado do rio.


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